É impressionante a gama de opções em termos de informação que a internet te dá. E nem com o advento e globalização dos meios de comunicação, notícias em tempo real, um banco de dados e notícias imensurável etc, etc, etc, as pessos viram oniscientes. Eu, por exemplo, não fiquei sabendo da cabra célebre do Sudão.Ela virou celebridade instantânea, de sorte que conseguiu virar temas de fóruns na internet, spans mil e mais de um milhão (o portal do Terra falava isso mesmo) de registros no Google, o nosso oráculo. Aliás a cabra era tão poderosa que virou notícia na BBC antes mesmo de cair nas graças dos internautas. Isso tudo porque ela casou com um homem (coisa que muita mulher aí faz, sonha em fazer, fez várias vezes... e nem por isso vira notícia).
O casamento foi um ato nobre, decidido por sábios anciãos sudaneses. Sim, eles deram a mão da cabritinha em casamento ao jornalista Charles Tombe, acusado de tê-la deflordo (depois de um porre homérico, segundo ele). Faz todo o sentido, de acordo com nosso pensamento contemporâneo (tão embasado na igualdade entre todos os seres) misturado com a cultura milenar e tradicional do país. Explico. Lá no Sudão (assim como em muitos lugares inclusive em território nacional), se um homem é pego fazendo sexo com uma moça, é obrigado a desposá-la imediatamente, para salvar a honra da moça e de sua família. Se os anciãos julgarem que as cabras são amigas e não sex-toys, a regra é válida para elas também. E que crie vergonha na cara, o deflorador safado!
Bom, a questão terminou sexta-feira, dia 04/05/2007, quando Tombe, enviuvou depois de um ano de casamento. Rose (nome de batismo da cabra) não devia estar sendo bem alimentada em casa: engoliu um saco plástico ao procurar comida em latas de lixo da rua. Marido desleixado, não?!
Mas os matrimônios de ecumenismo sui generi não acabam aí: o mesmo portal de internet anunciava também o casamento de uma indiana com uma cobra. E dessa vez as bodas não foram impostas por ninguém e nem existe um histórico de abuso sexual. A moça se diz apaixonada pela serpente. Aí casou com ela. Numa festa com 2 mil convidados, vestido de seda, sacerdote cantando mantra e até mesmo uma réplica de latão do noivo (presumo que fosse cobra macho), que estava indisposto e não apareceu na cerimônia. A vila onde ocorreu o casório está muito feliz por acreditar que o evento vai dar sorte.
Os mais radicais logo dariam um diagnóstico preciso desse quadro. Diriam que é uma prova de que o casamento é uma instituição ultrapassada e anacrônica, que valida valores antigos de uma sociedade que outrora precisou de rédeas para não cair no mais completo regime de desregramento que culminaria invariavelmente na sua autodestruição. Praticamente uma visão ateísta do mito de Sodoma e Gomorra. Abstenho-me de pensar no assunto (até porque chegaria invariavelmente numa inversão de valores tenebrosa) masnão consigo evitar o pensamento: os casamenteiros são uma gente muito estranha, viu?!
1 comentários:
primeiro, tenho que confessar que quase chorei com a historia da cabra....tadinha morreu comendo um saco!!!=(
Segundo que fiquei imaginado se o casamento com a cobra fosse obrigado pela moça ter abusado da cobra...melhor nem pensar em como seria! hahahahaha
adorei...
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