No meio dos DVDs de minha casa, eu e minha amiga Bí encontramos uma pérola do cinema alemão da década de 50: o box da trilogia da Sissi.- Do que se tratam esses filmes?
- É sobre uma princesinha bonita e legal que tinha uma irmã também bonita e legal que ia casar com um príncipe bonito e legal. Porém antes do noivado, Sissi e o príncipe se apaixonam. Então ele resolve casar com a Sissi e dar um fora na irmã mais velha dela. Isso é o primeiro filme...
- Aí rola barraco entre as irmãs?
- Não! A irmã da Sissi muito legal. Ela compreende e dá seu aval pra irmã ser feliz para sempre com o príncipe. É todo mundo muito bonito e legal, nesse filme.
- E os outros dois?
- O terceiro eu não vi. Mas no segundo eu sei que rolam problemas de relacionamento com a rainha, que é bonita mas não é tão legal assim. Não consegui ver inteiro.
- Hahahahaha... quero ver!
Postulei: a trilogia sobre a rainha do império austro-húngaro é tão densa que faz conto de fadas da Disney parecer filme de terror. E minha teoria foi confirmada depois de finalmente ver os três filmes.
Sissi era uma imperatriz absurdamente poderosa. Mesmo de salto e espartilho, ela fazia o que muito marmanjo não consegue. Ela cavalgava em alta velocidade (saltando obstáculos) com as duas pernas para o lado, escalava montanhas, caçava e pulava janelas de castelos sem perder a classe nem amarrotar as vestes, sempre luxuosas. Fora que era capaz de aprender uma língua como húngaro no intervalo de uma cena. Um gênio, a moça. Entretanto, o mais impressionante de tudo sua habilidade em resolver problemas polítoco-diplomáticos do império.
Guerras, rebeliões, antigas rixas diplomáticas: Sissi resolvia. Como? Com uma simples dança em algum baile, um sorriso, estendendo sua mãozinha para receber um beijo do senhor da guerra em questão. Quando o impasse era muito complicado, ela chamava o rebelado para uma conversa particular. Após alguns minutos e algumas palavrinhas dóceis proferidas com aquela vozinha angelical, tudo estava resolvido. A Hungria queria sua emancipação, guerra e rebelião. Mas bastou Sissi aparecer que todas as rixas sumiram e a Hungria tornou-se um reino amigo da Áustria.
Ademais o povo amava Sissi. Ela causava mais frenesi na Áustria do século XIX que os Beatles na Inglaterra dos anos 60. Se ela desfilava pelas ruas ou viajava pelo seu império, o povo se alvoroçava, subia em árvores, corria e se acotovelava para vê-la.
Sissi era uma diva! Todo homem do alto escalão político-militar que a via, se apaixonava imediatamente. O imperador fazia todas as suas vontades e era, por ela, um incorrigível romantico. Sissi era a personificação da sedução. E com seu jeito, hora imperioso e recatado, hora espontâneo e impetuoso, ela mantinha sobre si algo misterioso. Essa aura cai muito bem para uma imperatriz e caracteriza uma diva.
Mas apesar de todo o ar famme fatale, Sissi era uma adolescente de 16 anos. Ela vivia na balada, entornava litros de cerveja na mesa do jantar (quebrando assim todo o protocolo real), fazia compras o tempo todo, usava penteados, roupas e jóias exuberantes, ganhava diariamente muitos presentes luxuosos de seu apaixonado marido e ainda assim era amada pelo povo. Por que será que não deu certo com a Maria Antonieta de Sofia Coppola? Acho que foi culpa do AllStar: os jacobinos não eram tão moderninhos quanto a rainha francesa. Os húngaros, em compensação, eram super fashion e glamurosos, assim como a princesinha da Bavária que se tornou imperatriz. Os casacos felpudos pendurados em um dos ombros que o digam. Simplesmente UM LUXO.
2 comentários:
A diferença entre antonieta e sissi é que sissi é CARISMÁTICA e rolava um sexo com seu marido rsrsrsrsrs
Quando eu tinha 13 anos minha mamis mandou eu ver com ela o box da Sissi.
Mas nem de longe eu a comparo com a Antonieta muderninha!
Gosto da Sissi e do seu pai beberrão. Vc sabia q Sissi e sua mãe são também mãe e filha na vida real?
MEU VC JÁ VIU FOTO DA SISSI DE VERDADE?
AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAffffffffff!!
E aí minha parasita preferida
Continua devagando nas cabeças alheias?...rs
novo texto no meu blog
Acho q estou definitivamente na tênua linha do otimsimo e pessimismo.
bjs
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