Uma capciosa pergunta filosófica (de boteco, claro): “como descrever o azul para um cego”? Transponha a pergunta para pornografia e a filosofia de boteco imediatamente torna-se um esculacho de botequeiro bêbado. Certo? Errado. E quem falar o contrário, não tem visão de mercado.
O site americano Porn for the blind levou a questão a cabo. Nele, voluntários fazem a boa ação (e interprete esse “boa” como bem quiser) de descrever cenas de sexo explícito de sites pornôs para cegos.
A descrição é completa: detalhes sobre os personagens, cenários e, como não poderia deixar de ser, CORES.
Mas será que esse site é realmente acessível a seu target? Será que a navegação é fácil? Como o cego vai saber onde clicar? E quando saberá ao menos que a página já carregou? Acho que falta visão nessa história toda. E talvez brincar mais de gato mia.
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