segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Mal humor pós-eleição nos TTs

Entre os TT’s do Brasil estão as hashtags #orgulhonordestino e #dilma13. Ok. Vamos ver se eu entendi: nossos amigos do eixo Sul/ Sudeste estão indignados com a eleição de Dilma Rousseff. Isso todos os blogueiros, tuiteiros e expectadores das redes de TV locais já perceberam. Como a aceitação da petista foi maior nos estados do Nordeste, os nordestinos foram prontamente acusados do supostamente lamentável resultado das eleições. Até aí, nada de novo: é só a velha história de encontrar um bode expiatório, tão típica do ser humano. 

Aí eis que se insurgem os críticos, a protestarem contra a xenofobia de seu próprio povo (?!). Estes citam intelectuais nordestinos que contribuíram para o Brasil, criticam seus conterrâneos por elegerem o (cearense) palhaço Tiririca e protestam sobre o anacronismo desse tipo de pensamento na suas timelines. 

Mas cá entre nós: protestar contra o anacronismo xenofóbico dos paulistas e afins é tão 1889 (ano de adoção da atual bandeira nacional)... Sim, por que quem faz isso realmente acredita muito no lema Ordem e Progresso. E acredita que aqui no eixo-maravilha (Sul/ Sudeste) temos a locomotiva do país. Afinal, graças ao crescimento vertiginoso das nossas metrópoles, o Brasil é uma economia mundialmente importante. Essa nova geração de empreendedores, que vive na era da informação e da globalização, 100% online; a geração coletivamente inteligente e generosa precisa de um governante capacitado, que dê conta do grande rojão que é administrar essa economia que já emergiu e é grande. Ah, o Brasil, país do presente... Seguindo o caminho certo, vamos crescer ainda mais. 

Quem acredita nisso, votou no Serra, a opção menos ruim. Posso lançar uma nova hashtag? É essa: #positivismofeelings. Maravilha. Já sei que ela está fadada ao fracasso. Agora prossigo.

E quem elegeu Dilma? Foram aqueles que saíram da miséria. Foram os que endossaram os 85% de aprovação do governo Lula (let’s face it: se o Jader Barbalho fosse o candidato do governo, ele seria eleito). São os beneficiados pelas várias bolsas e programas assistencialistas do governo. Em suma: os mais pobres. A maioria, enfim, se interessa muito mais pelo assistencialismo que pela ordem e o progresso. A hashtag  para isso? #populismofeelings. Outra fadada ao fracasso.

Mas e a que deu certo? A #orgulhonordestino? Ok... vamos ver se eu entendi: para se defender da xenofobia do pessoal Sul e Sudeste, lança-se uma hashtag. Com ela, um monte de gente começa a falar várias besteiras pueris. É quase uma micareta humorística e supostamente intelectual em 140 caracteres. 

Gente, vamos lá: que tal sair do mundo de massinha e parar de se fingir politizado?

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