<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666</atom:id><lastBuildDate>Sat, 12 Dec 2009 20:01:42 +0000</lastBuildDate><title>Casos Fortuitos da Vida Parasitária</title><description></description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Scabin)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>20</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-249307646183706405</guid><pubDate>Tue, 27 Oct 2009 17:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2009-10-27T10:44:46.279-07:00</atom:updated><title>Conversa de MSN</title><description>Carlos diz:&lt;br /&gt;tá sol aí hj?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlas diz:&lt;br /&gt;não. tá tendo um tufão. não sei oq eu to fazendo na frente do computador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos diz:&lt;br /&gt; é, aqui nevou 40 cm, nao consigo sair de casa, é por isso que estou no msn&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlas diz:&lt;br /&gt; poxa! q tédio. Mas deixa eu ir lá. O teto tá desabando. Vou ficar numa posição bacana pros bombeiros me acharem. Com sorte eu apareço no Fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos diz:&lt;br /&gt;  boa sorte, então. bjo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlas diz:&lt;br /&gt;  vlw. bjs&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-249307646183706405?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2009/10/conversa-de-msn.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-6249218801502086952</guid><pubDate>Sun, 31 Aug 2008 13:11:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-31T06:51:44.088-07:00</atom:updated><title>Serviços Personalizados</title><description>É a grande discussão dos inteligentes descoladinhos: já inventaram nomes em inglês para toda sorte de serviços personalizados. De &lt;em&gt;personal stylist&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;personal friend&lt;/em&gt;, já dispomos de tudo por aqui. Aliás, um cara que anda suscitando muita discussão é o &lt;a href="http://www.tonisa.com.br/"&gt;Toni Sá&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando você olha o site do sujeito, você logo vê que ele deve também deve fazer bico de &lt;em&gt;personal web designer&lt;/em&gt;, mas isso não vem ao caso. A grande questão é que, como &lt;em&gt;personal friend&lt;/em&gt;, Toni Sá daria um excelente &lt;em&gt;personal grandpa&lt;/em&gt;. Pelo menos é a impressão que se tem depois de ler a coluna &lt;a href="http://revistatpm.uol.com.br/badulaque/?materia=1953"&gt;Badulaque, da TPM &lt;/a&gt;do mês passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí, amiguinhos empreendedores, podemos enxergar um novo nicho de mercado. Pessoas que precisam e estão dispostas a pagar por amiguinhos divertidos, que não reclamem de cigarro, café e nem te ajudem a vestir o casaco. Fica a dica: criar um serviço de &lt;em&gt;personal gang&lt;/em&gt;: alugue não apenas um amigo, mas uma galera inteira. Os serviços de personal gang pode contar com uma série de serviços especiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;1. Personal social rehab:&lt;/em&gt; esse é para os deslocados que não conseguem entrar para nenhum grupo. Podemos ensinar o sujeito a se vestir, pegar mina (ou caras bonitinhos) na balada, tomar um porre sem ficar de ressaca no dia seguinte, parecer inteligente, divertido e se tornar interessante. Isso tudo sem apelar para bebida em excesso, craque, cocaína ou qualquer coisa que a Amy Winehouse use (o termo rehab não se relaciona com o hit dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;2. Personal smart friends:&lt;/em&gt; esse é para quem é nerd e não tem com quem discutir as diferentes relações de poder de senhor e escravos que Nietzche descreve com destreza magistral. Os tópicos, filósofos ou antropólogos a serem discutidos ficam à escolha do contratante. Montamos grupos de estudos e ainda fazemos você ver o quanto aquele fulano que você detesta vive dentro de uma lógica patriarcal completamente ultrapassada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;3. Personal drunk friends:&lt;/em&gt; um grupo de amigos que enchem a cara, ficam engraçadíssimos, divertidíssimos e pedem para dormir no sofá da tua casa. A limpeza de toda a bagunça e vômito estão inclusas no pacote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;4. Personal ride:&lt;/em&gt; um galera com uma pessoa que não bebe. Assim todo mundo enche a cara e sobra alguem para dar carona para todo mundo. OBS: o carro, estacionamento e combustível ficam sob responsabilidade do contratante. Para usufruir de carona terceirizada, é cobrada taxa adicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;5. Personal bitches:&lt;/em&gt; é um serviço destinado àquelas pessoas que têm a auto-estima diretamente proporcional à inferiorização alheia. Formamos um grupo de amigos prontos para espezinhar e assediar moralmente quem você quiser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;OBS: como já diria o mestre Toni Sá, nenhum dos serviços tem cunho sexual. A diferença é que, precisando, a gente até contata uma dessas moças que colam adesivinho nos orelhões da rua... mas tem taxa por essa ligação, hein...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-6249218801502086952?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2008/08/servios-personalizados.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-6975253251929589469</guid><pubDate>Sat, 26 Apr 2008 18:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-08-31T06:11:25.871-07:00</atom:updated><title>Falando Braile</title><description>&lt;p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Se o internauta é cego, como é que ele vai saber onde clicar?&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Uma capciosa pergunta filosófica (de boteco, claro): “como descrever o azul para um cego”? Transponha a pergunta para pornografia e a filosofia de boteco imediatamente torna-se um esculacho de botequeiro bêbado. Certo? Errado. E quem falar o contrário, não tem visão de mercado. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;O site americano &lt;a href="http://www.pornfortheblind.org/"&gt;Porn for the blind&lt;/a&gt; levou a questão a cabo. Nele, voluntários fazem a boa ação (e interprete esse “boa” como bem quiser) de descrever cenas de sexo explícito de sites pornôs para cegos. &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;A descrição é completa: detalhes sobre os personagens, cenários e, como não poderia deixar de ser, CORES.  &lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Outra curiosidade a respeito do site é que boa parte dos narradores são pessoas comuns que, segundo um dos fundadores do site, “querem contribuir com uma diferença positiva no mundo”. Quanto altruísmo, não? E o site é um domínio .org! Praticamente uma ONG, uma entidade sem fins lucrativos. Como é que nosso governo (que tem uma das legislações mais bem construídas, no que diz respeito a portadores de deficiências) não tinha pensado nisso? Isso sim é acessabilidade e democracia no acesso à internet.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;Mas será que esse site é realmente acessível a seu target? Será que a navegação é fácil? Como o cego vai saber onde clicar? E quando saberá ao menos que a página já carregou? Acho que falta visão nessa história toda. E talvez brincar mais de gato mia.&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-6975253251929589469?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2008/04/falando-braile.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-5153939814156148301</guid><pubDate>Sat, 12 Jan 2008 12:45:00 +0000</pubDate><atom:updated>2008-01-12T05:56:48.404-08:00</atom:updated><title>Um release do Reveillon</title><description>&lt;div align="justify"&gt;Uma cidade que respira groove, expira samba e, em suas ilhas tem uma atmosfera muito folk. Meu reveillon foi meio surreal, no Rio de Janeiro. Como eu só fiquei na Barra, todos disseram que eu não conheci o Rio de verdade. Mas tudo bem... só lamento não ter conhecido o Rio-Centro, o lugar onde, historicamente, as coisas explodem! BOOM!&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao chegar na cidade maravilhosa, já me deparo com uma moça meio desvairada: reclamava que a empresa de ônibus perdera suas malas e que a polícia supostamente batera nela (os policiais davam sorrizinhos galhofentos quando ela falava isso... o que isso quer dizer, eu não sei).&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Imagina se tivesse acontecido com ela como aconteceu comigo há uns dois anos? Pobre mulher: depois de 12h de vôo, de pegar o metrô e estar presente na hora do furto que levou embora todos os documentos de uma amiga, outras 4h de passeio sob um sol escaldante (essa parte de fato foi legal), ver o sol se por só as 21:30, presenciar uma greve, uma briga no aeroporto, pernoitar num hotel com corredores iguais ao da clássica cena do Iluminado ("Come play with us"), ter pego mais 13h de vôo e por fim, ao chegar no destino, descobrir que as malas tinham ido para o México tomar tequila (isso comunicado por uma moça com aquele jeito ríspido que faz os mais sensíveis se ofenderem profundamente) sem convidar ninguém! Só faltou a parte do apanhar. Mas isso aconteceria se eu não tivesse saido correndo da muvuca e da pancadaria no balcão da Iberia quando ela era ainda embrionária.&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas voltemos ao Rio. Ao pegar o ônibus da rodoviária até a Barra, eu atravessei a cidade. Bairros antigos, com uma cara super setentista, placas com "conforto" escrito com acento circunflexo no "o", praças, os negros mais bonitos e mais escuros que eu vira até então, o Cristo bem longe, as mansões cinematográficas com um aspecto de filme de terror no Alto da Boa Vista, macumbas na rua das mansões...&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já na Barra, a balsa que me levaria à ilha onde ficava a casa onde estive hospedada já me deixou meio encantada. A ilha então causou muito impacto: parecia uma comunidade alternativa fechada. Algo meio "age of aquarious". Encantador. Eu poderia esperar um Bob Dylan tupiniquim com seu violão passeando e cantando pelas ruas super-estreitas da ilha. &lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A casa onde me hospedei era tudo de fashion: tinha uma espécie de quadro que simulava uma fachada de igreja com Barbies decapitadas e vestidas com vestidos típicos do SPFW. Adorei com aquilo. Fora a loja em que a dona da casa trabalhava, numa galeria descoladinha de Ipanema. Com algumas criações dela mesma, as estampas e os modelos arrasavam. Só não comprei muito porque era meio caro. Fazer o que, né? &lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliás, Ipanema era muito groove: lojas legais, restaurante vegie com uma mulher obscecada por sal (e que gritava isso para que todos ouvissem), gringos, Barbies e Kens, habitantes locais...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;O sol carioca era escaldante, a praia estava cheia e tinha até show de blues com uma banda de tiozinhos. Fantastico. A noite, de volta para a ilha, dois filmes: Machuca e Greenhouse. O primeiro foi lindo, o segundo... bom... o segundo era Tarantino em sua pior fase. Mas a fotografia e a trilha sonora até salvavam o filme.&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um adendo: dormir e acordar com uma pessoa encantadora e apaixonante ao seu lado é realmente... encantador.&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reveillon na Barra. Não estava tão lotado quanto eu esperava. Vinho, praia, beijos, abraços e música eletronica. Só foi estranho porque não teve contagem regressiva para a virada, mas para mim estava tudo tão bom que eu só pensei nisso no dia seguinte.&lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;No dia seguinte, mais praia, os melhores sucos que eu já tomei, sorvete (com caldas a R$ 1,20), shopping que parecia um complexo de lojas de rua e que tinha até universidade (para quem tiver a fim de comprar um diploma, né?), balsa, ilha... &lt;p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O feriadão de reveillon passou rápido, rendeu fotos lindas, uma marca de biquini (mas eu continuo branquinha), boas impressões, sensações... e vontade de, mais de duas semanas depois, escrever um texto com um fim piegas desses!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-5153939814156148301?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2008/01/um-release-do-reveillon.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-1594532286305678570</guid><pubDate>Sun, 14 Oct 2007 21:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-10-14T17:43:48.290-07:00</atom:updated><title>Sobre a distração, o racismo e os xiliques</title><description>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RxKXbv6rNnI/AAAAAAAAADI/5D_lly-zgiQ/s1600-h/bio.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121322229248505458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RxKXbv6rNnI/AAAAAAAAADI/5D_lly-zgiQ/s320/bio.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Flor é uma menina, no mínimo, muito medrosa. Tão medrosa que uma vez, quando um moço tentou assaltá-la, ela ficou amedrontada que o assaltante teve pena e a deixou ficar com sua carteira. Inclusive, de tão assustada que ficou, a menina tropeçou nas próprias pernas, caiu e estragou o sapatinho novo super bonito que ganhara de sua mãe. O assaltante, mais uma vez compadecido, a ajudou a levantar e perguntou se ela estava bem. Rapazinho muito gentil, eu diria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, Flor é o que se pode chamar de "presa fácil" para as pessoas que têm o assalto por profissão . Sobretudo quando ela resolve perambular sozinha a caminho de um show na Augusta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Flor estava feliz e serelepe caminhando pelas calçadas da Paulista quando vê o relógio e constata que estava atrasada. Aperta o passo e nem vê quando esbarra em um moleque de rua; um serzinho pequeno e mirrado que era, talvez, pouca coisa maior que sua perna.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor:&lt;/strong&gt; Desculpa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Trombadinha:&lt;/strong&gt; Ae, loira branquela, vai se fuder, mano!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela mal escutou, apenas fechou a cara olhou para o relógio em cima do Conjunto Nacional e desviou do menino. Algo de irritação já se delineia no coraçãozinho de Flor: se existe algo que causa embrulho em seu estomago é esse peculiar sotaque-mano-brown.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O trombadinha desvia junto e bloqueia a passagem da minha amiguinha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Trombadinha&lt;/strong&gt;: É contigo mesmo, tá ligada? Vai encarar, mano?! Vai encarar?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor:&lt;/strong&gt; Não. Não vou encarar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela ergue a mão e empurra o menino para o lado, liberando caminho. Mal percebeu que tinha praticamente derrubado o moleque. Flor tentou seguir caminho: estava realmente apressada. Mas ela foi novamente abordada pelo moleque, que a puxou pelo casaco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Trombadinha:&lt;/strong&gt; Ae, vagabunda, te fudeu! Me dá teu celular!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor:&lt;/strong&gt; Não!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Trombadinha:&lt;/strong&gt; Anda, me dá!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor &lt;/strong&gt;(já irritada)&lt;strong&gt;: &lt;/strong&gt;Já falei que eu não vou te dar celular nenhum.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora o menino puxou a bolsa. Ele deve ter descoberto o botão de auto-destruição em Flor. Ela o segurou pelo braço, pegou sua bolsa de volta e, ao colocá-la novamente sobre os ombros, desvenciliou-se do trombadinha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Trombadinha&lt;/strong&gt; (puxando a bolsa novamente)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Me dá a bolsa, féla da puta!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor &lt;/strong&gt;(berrando)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Larga!! Já falei que eu não vou te dar nada!! Some, moleque! Eu tô atrasada!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E eis que ela, nesse espasmo de fúria arremessou o menino no chão. Infelizmente ele agarrou a perna de nossa amiga, que perdeu o equilíbrio e caiu de cara no chão. Nesse momento, ela pareceu acordar de uma espécie de sonho-de-um-dia-de-fúria. Em um segundo pensou no que acontecera e não sabia se deveria ter medo, do que deveria ter medo, se deveria sentir-se angustiada ou chorar, desabafando assim o imenso desconforto causado pela sensação de vulnerabilidade que sentiu naquele momento. Ficou uns poucos segundos parada, deitada no chão abraçada em sua bolsa e sequer viu quando um grupo de indies da Paulista fez o tal trombadinha sumir, como ela queria. Levantou e sua primeira reação foi, por algum motivo, ver se a bolsa, a calça e o casaco não tinham se estragado. E saiu andando a passos largos. O grupo de indies se precipitou atras dela e se aproximou para perguntar se estava tudo bem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor:&lt;/strong&gt; Fora o fato de que tentaram me assaltar agora, tudo bem sim. Brigada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um casal simpático, desses que correram para assustar o trombadinha foi acompanhando nossa amiga até o local do show. Lá ela não soube como agradecê-los. Limitou-se a fazê-los entrar de cara, junto com suas amigas que a esperavam praticamente na porta da balada. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No show ela cantou, daçou até o chão, pulou, gritou e se alegrou como se nada tivesse acontecido. Uma pena que no dia seguinte era ela quem estava estragada, não apenas o sapato, como aconteceu no primeiro assalto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-1594532286305678570?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/10/sobre-distrao-o-racismo-e-os-xiliques.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RxKXbv6rNnI/AAAAAAAAADI/5D_lly-zgiQ/s72-c/bio.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-2423078189024193586</guid><pubDate>Fri, 20 Jul 2007 16:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-31T17:29:49.681-07:00</atom:updated><title>Sissi, die Diva Kaiserin</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RqDxVzb9vbI/AAAAAAAAADA/a881m9MADOk/s1600-h/sissi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5089332935815708082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RqDxVzb9vbI/AAAAAAAAADA/a881m9MADOk/s320/sissi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;No meio dos DVDs de minha casa, eu e minha amiga Bí encontramos uma pérola do cinema alemão da década de 50: o box da trilogia da Sissi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que se tratam esses filmes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É sobre uma princesinha bonita e legal que tinha uma irmã também bonita e legal que ia casar com um príncipe bonito e legal. Porém antes do noivado, Sissi e o príncipe se apaixonam. Então ele resolve casar com a Sissi e dar um fora na irmã mais velha dela. Isso é o primeiro filme...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aí rola barraco entre as irmãs?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não! A irmã da Sissi muito legal. Ela compreende e dá seu aval pra irmã ser feliz para sempre com o príncipe. É todo mundo muito bonito e legal, nesse filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E os outros dois?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O terceiro eu não vi. Mas no segundo eu sei que rolam problemas de relacionamento com a rainha, que é bonita mas não é tão legal assim. Não consegui ver inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Hahahahaha... quero ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postulei: a trilogia sobre a rainha do império austro-húngaro é tão densa que faz conto de fadas da Disney parecer filme de terror. E minha teoria foi confirmada depois de finalmente ver os três filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sissi era uma imperatriz absurdamente poderosa. Mesmo de salto e espartilho, ela fazia o que muito marmanjo não consegue. Ela cavalgava em alta velocidade (saltando obstáculos) com as duas pernas para o lado, escalava montanhas, caçava e pulava janelas de castelos sem perder a classe nem amarrotar as vestes, sempre luxuosas. Fora que era capaz de aprender uma língua como húngaro no intervalo de uma cena. Um gênio, a moça. Entretanto, o mais impressionante de tudo sua habilidade em resolver problemas polítoco-diplomáticos do império. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guerras, rebeliões, antigas rixas diplomáticas: Sissi resolvia. Como? Com uma simples dança em algum baile, um sorriso, estendendo sua mãozinha para receber um beijo do senhor da guerra em questão. Quando o impasse era muito complicado, ela chamava o rebelado para uma conversa particular. Após alguns minutos e algumas palavrinhas dóceis proferidas com aquela vozinha angelical, tudo estava resolvido. A Hungria queria sua emancipação, guerra e rebelião. Mas bastou Sissi aparecer que todas as rixas sumiram e a Hungria tornou-se um reino amigo da Áustria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ademais o povo amava Sissi. Ela causava mais frenesi na Áustria do século XIX que os Beatles na Inglaterra dos anos 60. Se ela desfilava pelas ruas ou viajava pelo seu império, o povo se alvoroçava, subia em árvores, corria e se acotovelava para vê-la. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sissi era uma diva! Todo homem do alto escalão político-militar que a via, se apaixonava imediatamente. O imperador fazia todas as suas vontades e era, por ela, um incorrigível romantico. Sissi era a personificação da sedução. E com seu jeito, hora imperioso e recatado, hora espontâneo e impetuoso, ela mantinha sobre si algo misterioso. Essa aura cai muito bem para uma imperatriz e caracteriza uma diva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas apesar de todo o ar &lt;em&gt;famme fatale&lt;/em&gt;, Sissi era uma adolescente de 16 anos. Ela vivia na balada, entornava litros de cerveja na mesa do jantar (quebrando assim todo o protocolo real), fazia compras o tempo todo, usava penteados, roupas e jóias exuberantes, ganhava diariamente muitos presentes luxuosos de seu apaixonado marido e ainda assim era amada pelo povo. Por que será que não deu certo com a Maria Antonieta de Sofia Coppola? Acho que foi culpa do AllStar: os jacobinos não eram tão moderninhos quanto a rainha francesa. Os húngaros, em compensação, eram super fashion e glamurosos, assim como a princesinha da Bavária que se tornou imperatriz. Os casacos felpudos pendurados em um dos ombros que o digam. Simplesmente UM LUXO.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-2423078189024193586?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/07/sissi-resolve.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RqDxVzb9vbI/AAAAAAAAADA/a881m9MADOk/s72-c/sissi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-2747303501834959593</guid><pubDate>Tue, 10 Jul 2007 19:42:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-07-10T13:18:19.101-07:00</atom:updated><title></title><description>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085664135785077986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RpPoliRp3OI/AAAAAAAAACw/yAkiCfO6dGU/s320/sole-2.jpg" border="0" /&gt; &lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Gabi, vamos pro Conexión Caribe?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pra onde?! Conection Caribe?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não: conexión. É em espanhol. Balada de salsa. É fantastico, lá!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vamos. Mas eu não sei dançar...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ah, é sussa... lá tem professores que te ensinam a dançar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Você dança?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Eu engano. Minha irmã dança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Ela vai?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Vai. Vão ela e um amigo dela.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E assim fomos ao Conexión. Chegamos cedíssimo e no estacionamento, lebrei que não tinha dinheiro. É um problema pois o "Cô" (os mais íntimos chamam assim) só aceita dinheiro em espécie. Fomos até o posto de gasolina e sacamos dinheiro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Chegando lá, aviso que é o mês de aniversário. Oba! Entrada e uma caipirinha for free. A discussão da Gabi com o tio da comanda merece mensão:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Devia aceitar cartão aqui...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Pero hay que cuidar el bolso del cliente!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Mas não é melhor pra vocês que a gente gaste?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(Pausa para risadas gerais...)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Gastando poco, vocês voltam mais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Hm... é verdade... mesmo assim! Devia ter cartão...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entramos. Começamos a beber, comemos tacos e eu tentava explicar para a Gabi a diferença entre salsa e merengue. Chegou o amigo da minha irmã. Engraçadíssimo. Quando a pista começou a encher, ele se virou e saiu dançando com todo mundo. Mesmo sem ter a mínima idéia de como se dança salsa ou merengue. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em dado momento, fui ao banheiro com a Gabi. Estava tentando ensiná-la a dançar salsa. E ela estava se saindo super bem até que uma moça dessas habitues da casa entrou e intimidou minha amiga. Mas não fez mal: pouco depois ela e o amigo da minha irmã rodopiavam pela pista empolgadíssimos, sem se importar nem um pouquinho com fato de dançarem certo ou não. Posteriormente, eu fui dançar com o rapaz. No meio da dança, batemos os joelhos. Pouco depois, a testa. Depois narizes... e por aí foi.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Menina, vou sair da balada todo estropiado!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E a noite transcorreu assim... divertidíssima. Sem muitos eventos exóticos mas definitivamente boa como apenas uma noite no "Cô" consegue ser. Afinal, não é a toa que esse lugar é o clubinho secreto de todo mundo que curte música latina. Sim: todo mundo já foi mas ninguém comenta muito. Talvez porque não seja lá muito fancy. Talvez pelos frequentadores muy bolivianos (meu patrícios. Dá licença?!)... vai saber?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-2747303501834959593?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/07/gabi-vamos-pro-conexin-caribe-pra-onde.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RpPoliRp3OI/AAAAAAAAACw/yAkiCfO6dGU/s72-c/sole-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-1618295690600019191</guid><pubDate>Fri, 08 Jun 2007 15:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-08T10:07:23.905-07:00</atom:updated><title>Compre Batom</title><description>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073724134456362402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rml9N_KZBaI/AAAAAAAAACo/eWIvbig4B18/s320/mymouth.jpg" border="0" /&gt; &lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era mais uma tarde qualquer em que ela saia de casa para a faculdade. Mochila nas costas e aquela pasta A3 cheia de desenhos e pinturas em nanquim. Pensava provavelmente no que poderia pintar se a professora encomendasse mais uma pintura em pontilhismo. E seguia mergulhada naqueles pensamentos de estudante no começo da faculdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela nem via direito o que se passava ao redor (era distraida até demais, a menina) e foi exatamente por isso que se assustou tanto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mendiga:&lt;/strong&gt; Ô menina, dá teu batom!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Menina:&lt;/strong&gt; O que?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mendiga:&lt;/strong&gt; Teu batom. Esse que tá na tua boca! Eu quero ele agora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Menina:&lt;/strong&gt; Mas que batom?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mendiga:&lt;/strong&gt; Esse aí que cê tá usando...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Menina:&lt;/strong&gt; Mas não é batom. É minha boca. Ela é assim mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mendiga:&lt;/strong&gt; Vermelha desse jeito?! Sem batom?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Menina&lt;/strong&gt; (esfregando os lábios)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; É sim, olha! Minha boca é vermelha mesmo...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mendiga&lt;/strong&gt; (intercalando olhares surpresos entre a boca e a mão branca da estudante)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Valei-me, nossa senhora! Tua boca é bem vermelhinha mesmo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A velha não se conteve e se precipitou para esfregar os lábios da menina com os dedos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mendiga:&lt;/strong&gt; Que boca linda você tem! Parabens, viu? Cê faz alguma coisa pra ela ficar assim?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Menina&lt;/strong&gt; (assustadíssima, quase petrificada)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Não. Ela é assim desde que eu nasci...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Mendiga:&lt;/strong&gt; Parabéns.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Menina:&lt;/strong&gt; Brigada.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o ônibus chega ao ponto. Por um segundo, a estudante pensou em deixar o ônibus ir: assim ela poderia voltar para casa, lavar a boca com seu sabonete. Mas se o fizesse, ela se atrasaria para a aula. Decidiu subir no ônibus: lavaria a boca ao chegar na faculdade. Sim, aquela era de fato era a opção mais nojenta, entretanto naquele tempo, a menina ainda era empolgada com a possível futura profissão, responsável e pontual.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-1618295690600019191?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/06/compre-batom.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rml9N_KZBaI/AAAAAAAAACo/eWIvbig4B18/s72-c/mymouth.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-2412675782995601576</guid><pubDate>Sun, 03 Jun 2007 23:33:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-06-03T17:04:52.850-07:00</atom:updated><title>Como Mamãe já Dizia - questões existenciais</title><description>&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071992112826647858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RmNV9DydhTI/AAAAAAAAACg/RuoMKjTCCB8/s320/gente.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um post seqüencial. Falei que escreveria sobre os ditos hispanicos de mi madrezita e aqui estou cumprindo a promessa. Como já mandei as frases do meu pai nas questões profissionais, aqui mando as da minha mãe no que concerne aos relacionamentos interpessoais (em geral). Entonces empiezemos.&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Entre el dicho y el hecho dicta mucho trecho":&lt;/strong&gt; sabedoria popular boliviana. Acho que não tem equivalente em português. Tem?&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Aunque se vista de seda como macaco se queda":&lt;/strong&gt; essa é fantástica!!! É um "foda-se" desdenhoso pra quem posa demais...&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Has lo que te de la santissima gana":&lt;/strong&gt; um "whatever" hispanohablante e mais prolixo. ADORO. Quando mi madrezita habla esta frase, ela quer dizer "faz o que você quiser. É você quem vai se foder mesmo". Adotei como estilo de vida. É a filosofia do não se estressar com os problemas de quem não quer ser ajudado.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Tu eres muy sin gracia": &lt;/strong&gt;o que tem de gente chata por aí...&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Es que el cojo hecha la culpa al empedrado": &lt;/strong&gt;outro dito popular boli. Fala sobre terceirizar a culpa. E o mais impressionante é que mesmo quem critica essas coisas anda sempre hechando la culpa de su cojera al empedrado.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;Bueno... no me acuerdo de ninguna otra buena frase. Mas tudo bem. Quando encontrar outra pessoa com bons jargões também vou elencá-los aqui. Gostei disso!&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-2412675782995601576?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/06/como-mame-j-dizia-questes-existenciais.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RmNV9DydhTI/AAAAAAAAACg/RuoMKjTCCB8/s72-c/gente.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-1055173457033217422</guid><pubDate>Wed, 30 May 2007 10:39:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-30T04:38:46.385-07:00</atom:updated><title>Como meu Pai já Dizia - Questões Trabalhistas</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rl1eFjydhSI/AAAAAAAAACY/nkpi1sc_JME/s1600-h/51310680.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5070312205088294178" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rl1eFjydhSI/AAAAAAAAACY/nkpi1sc_JME/s320/51310680.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caí de paraquedas no mundo dos adultos. As vezes é (bem) chato mas na média dá pra levar. E o melhor de tudo é que agora eu já ganhei maturidade o suficiente para entender alguns ditos do meu sabio papai sobre o mundo do trabalho e suas relações. Citarei aqui a algumas pérolas:&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Quem trabalha demais não tem tempo pra ganhar dinheiro":&lt;/strong&gt; constatei empiricamente que é verdade.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;strong&gt;Presta não"&lt;/strong&gt; (leia-se com sotaque nordestino. Mas aquele sotaque de verdade, não aquela coisa estranha das novelas da Globo)&lt;strong&gt;: &lt;/strong&gt;é um jargão dele. Decidi adotá-lo como lema de vida. Se o negócio vai dar merda, é melhor pular fora o quanto antes. Evita o stress e a fadiga, exaustivamente já citada pelo carteiro Jaiminho.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Dinheiro não é problema. Problema é a falta dele": &lt;/strong&gt;todo mundo sabe disso. Mas não custa repetir. Existe também a variante "dinheiro não é problema, é solução". Entretanto a versão de papai é mais estilosinha.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Por mais que você esteja certa, não conteste um doido, não..." &lt;/strong&gt;(também leia com sotaque nordestino)&lt;strong&gt;: &lt;/strong&gt;mandar falar com a mão é a melhor solução. Assim como usar toda a retórica possíveis para convencer os outros. Ser direto e sincero demais costuma ser interpretado como agressividade. É outra constatação empírica.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;"Esse negócio de não ter tempo não existe não": &lt;/strong&gt;sempre achei que falta de tempo fosse coisa subjetiva. Agora eu tenho certeza disso.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p align="justify"&gt;Por hora lembrei desses. Mas quando lembrar de outras pérolas da sabedoria paternal, postarei. E depois vou dedicar também um post aos (fantásticos) jargões hispanicos de mi mamá. Gente grande não é tão chata assim, sabia? De vez enquando eles são muito divertidos, até.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-1055173457033217422?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/05/como-meu-pai-j-dizia.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rl1eFjydhSI/AAAAAAAAACY/nkpi1sc_JME/s72-c/51310680.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-6632793480101080752</guid><pubDate>Mon, 21 May 2007 01:22:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-24T03:53:38.064-07:00</atom:updated><title>As Rixas Alheias</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RlD_bzydhLI/AAAAAAAAABk/HoPrMEblEBI/s1600-h/piovani.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5066830434015216818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RlD_bzydhLI/AAAAAAAAABk/HoPrMEblEBI/s320/piovani.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;p&gt;Um pequeno protesto contra os absurdos cotidianos&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tenho a teoria de que toda loira nariguda parece com minha amiga Flor. De Suzane Von Richtofen a Gisele Bündchen (passando pela Pantera Cor de Rosa e a Barbara Streisand), ela parece com todo mundo de septo nasal acima da média e madeixas douradas. Acontece que a Luana Piovani não é nariguda. E é realmente loira, não tem cabelo castanho claro, avermelhado, meio loiro, meio burro-quando-foge como o da Flor.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfim, dizer que ela parece com a Piovani é no mínimo viajar demais. Agora avalie você o quão bêbado estava um homem que pensou que a menina REALMENTE fosse atriz global. Seria engraçadíssimo, se o tal bêbado não fosse um fã fervoroso do Caetano Veloso, a quem a moça chamou recentemente de "Banana de Pijama".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contemos o causo. Estavam Flor e um amigo num dos bares da Roosevelt quando o bêbado apareceu. Berrando, tentando arranjar briga com qualquer um e o tempo todo olhando para ela. E depois de um tempo, ele realmente estava assustando minha amiga, que não se acalmava nem com as garantias de segurança do amigo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bêbado:&lt;/strong&gt; Você não acha o Caetano Veloso demais?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Flor se esquiva e fala que sim com a cabeça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bebado:&lt;/strong&gt; O Caetano é foda. Ele não come qualquer uma, não, sabia? Você soube da música? Luana Piovani... que porra de Luma Piovani porra nenhuma...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E caiu numa gargalhada convulsiva. Aliás nesse momento, o bêbado quase caiu literalmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de se apoiar na parede e recuperar o equilíbrio, o bêbado se apoia na mesa e tenta pegar a latinha de Guaraná que Flor bebia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bêbado:&lt;/strong&gt; Que é isso?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amigo da Flor:&lt;/strong&gt; Tira a mão daí.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bêbado:&lt;/strong&gt; Você, menina, é uma vagabunda. É isso que você é uma pu-ti-nha. Caetano é foda! Ele não faria música nenhuma pra uma atrizinha de merda. Ele... ele ficava com todo mundo antigamente. Ele já amou o Zé Celso. O Zé Celso não é foda?!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor&lt;/strong&gt; (com voz quase sumida e coração quase saindo pela boca)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Am... aham.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele apontava o dedo para a cara da minha pobre amiga. Enquanto isso o amigo de Flor, fazia uma barreira entre o bêbado e a moça com as mãos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bêbado&lt;/strong&gt;: O Caetano era um tarado. Pra ele comer uma mulher, tinha que ser uma mulher fodona. Ele amava o Zé Celso. E uma atrizinha de merda da Globo não trabalha com o Zé Celso. O Caetano escreveu música pro Zé Celso. Mas porque ele é bom. Não é uma vagabundinha larga aí, não.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E Bate na mesa. A essas alturas, Flor já estava completamente murcha. Quase virando adubo. E eis que o bêbado tenta partir para cima dela. Mas apenas tenta, porque o heróico amigo de flor levanta e usa uma voz um tanto quanto incisiva ao pedir ao bêbado que se retirasse. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o bêbado continua falando todo tipo de coisa sobre a vida sexual do Caetano Veloso, Zé Celso, Gilberto Gil e toda a galera da tropicália e da Contracultura brasileira. E também continuava supondo muita coisa a respeito da vida sexual e profissional de Luana Piovani.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Então eis que ele sai do bar, espantado pelo amigo de Flor. Quase chorando, quase caindo mas ainda xingando.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bêbado:&lt;/strong&gt; Sua vagabunda! Você tem sorte que eu sou um covarde e não vou te dar o que você merece por causa desse cara...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Falou algo tão enrolado que não foi possível inteligir. Mas foi embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Amigo da Flor: &lt;/strong&gt;Aaarg... não acredito que encostei nesse cara! Preciso lavar as mãos. Como ele fedia, meu!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Flor:&lt;/strong&gt; Fedia, tinha bafo e quase me mata de medo!&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo" align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;p align="justify"&gt;Depois disso, ainda foi possível ouvir o bêbado cantando "Catia Flávia" pelas ruas. Mas já era hora de ir embora. Afinal a Roosevelt não deve ser um bom lugar para uma Flor de família quase sozinha numa noite de quinta-feira.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-6632793480101080752?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/05/as-rixas-alheias.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RlD_bzydhLI/AAAAAAAAABk/HoPrMEblEBI/s72-c/piovani.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-7905612816491104085</guid><pubDate>Mon, 14 May 2007 12:21:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-14T06:31:12.374-07:00</atom:updated><title>Dicas para Férias Inesquecíveis</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RkhfXgdiJBI/AAAAAAAAABc/zqDL8xWOM8o/s1600-h/papua.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5064402638433559570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RkhfXgdiJBI/AAAAAAAAABc/zqDL8xWOM8o/s320/papua.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No primeiro número que chegou às bancas da revista &lt;a href="http://www.revistapiaui.com.br"&gt;Piauí&lt;/a&gt;, tinha uma sessão com turismo. O país era a Molvânia. Um país com um cenário sócio-político e econômico meio conturbado. E também com um histórico peculiar. O que mais me chamou a atenção foi o “Concurso Jovem Déspota”, cujo vencedor, menino de 13 anos, matou o segundo colocado logo após o recebimento do premio. Morri de vontade de visitar o país. E meu coraçãozinho ficou partido quando soube que ele era fictício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas uma reportagem que eu encontrei na internet mostrou que nem tudo está perdido. Trata-se de um apanhado de “Paraísos Perdidos” feito pela revista Go Outside. Lugares que, na vida real, parecem com a fictícia Molvânia, a Terra do Nunca pra quem curte mesmo é aventura por lugares inóspitos. Depois de me deliciar pelas 11 páginas virtuais dessa reportagem, fiz um apanhado com os melhores trechos. Aqueles que merecem menção honrosa ao decorrer da matéria. There it goes:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afeganistão:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Em Mazar-i-Sharif e em todo o norte afegão, é disputado, durante a primavera, o violento buzkashi, espécie de jogo de pólo, uma antiga tradição local, em que no lugar da bola utiliza-se uma carcaça de cabrito. Em seu livro A Filha do Contador de Histórias, a escritora inglesa Saira Shah define o esporte como uma "paródia de guerra": "Existem poucas regras: cada time pode fazer praticamente de tudo para impedir o progresso do outro e apossar-se da carcaça. Os bravos cavalinhos, descendentes das montarias dos mongóis, são treinados para executar todo tipo de manobra e até para morder os cavalos do time adversário", escreve. Vizinha a Mazar está Balkh, município onde está uma das mais antigas mesquitas do mundo, uma das capitais do Império de Alexandre, o Grande, e, segundo a lenda, o sábio Zaratustra teria ali realizado suas pregações." E ainda por cima é um país livre de espírito.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Paquistão:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começando em grande estilo, com toda a estética "read it! I'm blogging!":&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"MOHAMMAD AMIN, UM SUJEITO DE BARBAS DESGRENHADAS e olhar indecifrável, caminhou até os fundos da loja e logo voltou com um rifle engatilhado nas mãos. Apontou-o exatamente para a minha testa, que ficou a um palmo do cano: "Esta é a desejada Kalashnikov. Seiscentos tiros por minuto. Perfeita para ataques rápidos". Um suor frio percorreu minha espinha. Amin, dono de um pequeno comércio de armas ilegais, desfilava seu arsenal bélico para mim como se estivesse numa loja de sapatos: metralhadoras, granadas e pistolas de todos os preços. "É só escolher e levar. Temos Kalashnikov 'paralelas' a 120 dólares, fabricadas na região."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O bazar de Amin fica numa agitada e poeirenta rua da cidade de Besham, no noroeste do Paquistão, quase na fronteira afegã." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mas quem se aventura pela KKH aprende rápido que acidentes naturais e conflitos tribais não passam de eventos rotineiros". Então tá sussa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colômbia (por MÁRCIA BIZZOTTO):&lt;br /&gt;Mais um bom começo no maior estilo "release de viagem":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"CHEGUEI EM TERRALTA NUMA TARDE TÍPICA DAQUELE vilarejo de Córdoba, no norte da Colômbia. O calor úmido deixava a pele pegajosa e fazia as roupas grudarem no corpo. Trabalhadores conversavam pelas calçadas, como se o dia fosse de festa. E na pequena igreja no meio da praça mais um morto começava a ser velado. Cada dia seria assim, com a descoberta de algum novo assassinato."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"o perímetro urbano não passava de umas nove quadras." &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas eu conheço uma cidade menor: Brasileira, interior do Piauí, emancipada a pouco tempo de Piripiri (cidade também pequena, mas ainda assim, uma das maiores do estado). Brasileira tem a emblemática placa "Bem-Vindos a Brasileira" e ao lado: "Boa Viagem". Quem passa pelas três quadras de cidade geralmente está de passagem para Parnaíba/ Luiz Correia, as duas cidades do meio metro de litoral piauiense (lindíssimo, aliás. E eu falo sério).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;República Democrática do Congo:&lt;br /&gt;"Um dos mais famosos (santuários naturais considerados patrimônio da humanidade) é o Parque Nacional Virunga, celebrizado pelo drama dos gorilas durante a guerra, quando, em meio ao fogo cruzado, quase desapareceram." Nessas horas os descendentes do King Kong somem. Falo em "descendentes por que o King Kong de verdade morreu ainda na década de 20 na cosmopolita New York, antes das guerras pegarem fogo nesse antigo território do Congo).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Brasil:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aeeee!!! Suuuper adoro!! Nós também figuramos na lista de seres fantasiosos de lugares inóspitos porém paradisíacos, com um panorama tão violento quanto dos coleguinhas aí em cima!! Morro de orgulho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste tópico, a reportagem também não apresenta nenhum comentário engraçadinho. Só um toque para os leitores preconceituosos que não olham para o próprio umbigo. Afinal, depois do PCC e outros, Terra Brasilis também é um paraíso perdido.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Haiti:"O país é dominado por serras cobertas por florestas tropicais. Uma das principais atrações é o Parque Nacional Histórico La Citadelle, que abriga uma fortificação do século 19, construída no topo de uma montanha de mais de 900 metros de altura, que tem o título de patrimônio da humanidade. E a 'humanidade' mal pode chegar perto."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Costa do Marfim:&lt;br /&gt;É... este era um paraíso maintream que recentemente passou para o lado negro da força e virou paraíso perdido para a galera das férias underground.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"o país também é famoso pelos arroubos de grandiloqüência de seus governantes, responsáveis por fazer da cidade de Abidjã uma "Paris do oeste africano" e por construir a enorme e anacrônica Basílica de Notre Dame de la Paix, desenhada à imagem da Basílica de São Pedro, em Roma. Mas, quando você puder ir lá, não dê atenção a esses delírios. A Costa do Marfim também guarda praias idílicas, grandes savanas e florestas tropicais abrigadas em uma série de parques nacionais, alcançados por uma das mais modernas redes de estradas asfaltadas da África".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Iraque:"entrar no país é complicado. Vistos para turistas nem pensar, a não ser que você consiga convencer alguma embaixada de suas nobres intenções."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Papua-Nova Guiné:&lt;br /&gt;Hm... funny... but "funny-wierd", not "funny-haha". Só fica registrado por relatos e fotos que as paisagens são as mais paradisíacas possíveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E depois de ler essa reportagem eu me pergunto: por que tanta gente estranha quando eu falo que minhas melhores férias foram em Israel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah sim. Quem quiser ler, aí vai o link:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://gooutside.terra.com.br/edicoes/23/artigo45939-1.asp" target="_blank"&gt;http://gooutside.terra.com.br/edicoes/23/artigo45939-1.asp&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-7905612816491104085?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/05/dicas-para-frias-inesquecveis.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RkhfXgdiJBI/AAAAAAAAABc/zqDL8xWOM8o/s72-c/papua.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-8353407386075989589</guid><pubDate>Fri, 04 May 2007 16:24:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-05-04T16:59:03.095-07:00</atom:updated><title>Tem Noivo Para Tudo</title><description>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rju3Ld2be_I/AAAAAAAAABU/BBoagY9zcg4/s1600-h/wedding.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5060840013900250098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rju3Ld2be_I/AAAAAAAAABU/BBoagY9zcg4/s320/wedding.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; É impressionante a gama de opções em termos de informação que a internet te dá. E nem com o advento e globalização dos meios de comunicação, notícias em tempo real, um banco de dados e notícias imensurável etc, etc, etc, as pessos viram oniscientes. Eu, por exemplo, não fiquei sabendo da cabra célebre do Sudão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela virou celebridade instantânea, de sorte que conseguiu virar temas de fóruns na internet, spans mil e mais de um milhão (o portal do Terra falava isso mesmo) de registros no Google, o nosso oráculo. Aliás a cabra era tão poderosa que virou notícia na BBC antes mesmo de cair nas graças dos internautas. Isso tudo porque ela casou com um homem (coisa que muita mulher aí faz, sonha em fazer, fez várias vezes... e nem por isso vira notícia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O casamento foi um ato nobre, decidido por sábios anciãos sudaneses. Sim, eles deram a mão da cabritinha em casamento ao jornalista Charles Tombe, acusado de tê-la deflordo (depois de um porre homérico, segundo ele). Faz todo o sentido, de acordo com nosso pensamento contemporâneo (tão embasado na igualdade entre todos os seres) misturado com a cultura milenar e tradicional do país. Explico. Lá no Sudão (assim como em muitos lugares inclusive em território nacional), se um homem é pego fazendo sexo com uma moça, é obrigado a desposá-la imediatamente, para salvar a honra da moça e de sua família. Se os anciãos julgarem que as cabras são amigas e não sex-toys, a regra é válida para elas também. E que crie vergonha na cara, o deflorador safado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, a questão terminou sexta-feira, dia 04/05/2007, quando Tombe, enviuvou depois de um ano de casamento. Rose (nome de batismo da cabra) não devia estar sendo bem alimentada em casa: engoliu um saco plástico ao procurar comida em latas de lixo da rua. Marido desleixado, não?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os matrimônios de ecumenismo sui generi não acabam aí: o mesmo portal de internet anunciava também o casamento de uma indiana com uma cobra. E dessa vez as bodas não foram impostas por ninguém e nem existe um histórico de abuso sexual. A moça se diz apaixonada pela serpente. Aí casou com ela. Numa festa com 2 mil convidados, vestido de seda, sacerdote cantando mantra e até mesmo uma réplica de latão do noivo (presumo que fosse cobra macho), que estava indisposto e não apareceu na cerimônia. A vila onde ocorreu o casório está muito feliz por acreditar que o evento vai dar sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os mais radicais logo dariam um diagnóstico preciso desse quadro. Diriam que é uma prova de que o casamento é uma instituição ultrapassada e anacrônica, que valida valores antigos de uma sociedade que outrora precisou de rédeas para não cair no mais completo regime de desregramento que culminaria invariavelmente na sua autodestruição. Praticamente uma visão ateísta do mito de Sodoma e Gomorra. Abstenho-me de pensar no assunto (até porque chegaria invariavelmente numa inversão de valores tenebrosa) masnão consigo evitar o pensamento: os casamenteiros são uma gente muito estranha, viu?!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-8353407386075989589?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/05/tem-noivo-para-tudo.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rju3Ld2be_I/AAAAAAAAABU/BBoagY9zcg4/s72-c/wedding.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-8321126161336627591</guid><pubDate>Sun, 29 Apr 2007 20:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-29T15:30:21.268-07:00</atom:updated><title>Uma Juventude como Nenhuma Outra</title><description>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RjUOFd2be9I/AAAAAAAAABE/c3kXdtru3jg/s1600-h/juventude-como-nenhuma-outra07.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5058965243495676882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RjUOFd2be9I/AAAAAAAAABE/c3kXdtru3jg/s320/juventude-como-nenhuma-outra07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;"Mamash"*&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Se houvesse um prêmio para o pior título de filme do ano, "Uma Juventude como Nenhuma Outra" seria forte candidato. E não dá nem para dizer que a tradução é ruim mas o original é legal. O título em hebraico é "Perto de Casa". Melhor, é verdade, mas ainda assim me parece de um gostinho meio duvidoso. Ainda mais depois do seriado da Warner.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mas fora o título, nada nesse filme é de fato ruim. Aliás, quem assiste não pode se queixar da indústria cinematográfica israelense: os filmes são sempre bem construídos e, na maioria das vezes, não têm seqüências desnecessárias. Dessas que aparecem constantemente tanto nos "Blockbusters" quanto no "cinema-arte" (+10 pontos pro "Juventude..." por causa disso).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A primeira cena cena do filme já começa com um dos pontos mais polêmicos das discussões sobre o conflito árabe-israelense: a tal da revista nos checkpoints. A cena mostra a humilhação de uma senhora palestina que atravessa a fronteira. Uma oficial de patente mais alta "ajudando" uma novata a inspecionar. A menina fica constrangida e parece não gostar de submeter a senhora árabe àquela situação. Mas a sargentona pentelha mete medo e menina acata as ordens.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo fica desenhado o contexto do filme: adolescentes israelenses que caíram no exército e não sabem direito o que estão fazendo ali. O filme começa politizadíssimo e aos poucos vai ganhando um caráter pessoal, explorando a vida de duas adolescentes, seus romancezinhos, a amizade (nascente, crescente e turbulenta) entre elas e seus sonhos juvenis. Mesmo assim não cai na pieguice. E olha que seria muito fácil, nesse caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"Juventude..." aborda muito bem o constrangimento de abordar árabes na rua, a necessidade de seguir as regras absurdamente rígidas do exército, a obsessão com segurança que existe em Israel e até o outro lado b do cotidiano nos Checkpoints: o &lt;strong&gt;das&lt;/strong&gt; israelenses. Tudo isso em paralelo com a adolescência, a ingenuidade e rebeldia besta inerentes à idade e o olhar feminino sobre o mundo masculinizado da gurra iminente e do temor constante aos atentados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Niguém deve ficar atento a isso, mas até o porte físico das atrizes em comparação aos vários atores-figurantes que interpretam os árabes mostra os paradoxos da vida israelense. Meninas mirradinhas, com corpinho de mocinha, rostinhos bonitos e delicados abordando árabes grandes e fortes. A penúltima/ última cena choca bastante por mostrar/ insinuar justamente esse aspecto associado o excesso de testosterona dos rapazolas sionistas de lá.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E vale lembrar que o filme NÃO levanta bandeira nenhuma. A própria diretora já serviu o exercito e talvez por isso tenha mostrado com propriedade como rolam as coisas para as menininhas daquele lado do front.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Gostei muito. Tanto pelas questões políticas, quanto pelo jeitinho girl-movie e saudadinha que me deu de Jerusalém. Recomendo para meninos e meninas. &lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;*Mamash = realmente em hebraico&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-8321126161336627591?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/04/uma-juventude-como-nenhuma-outra.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RjUOFd2be9I/AAAAAAAAABE/c3kXdtru3jg/s72-c/juventude-como-nenhuma-outra07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-2076749386495015177</guid><pubDate>Wed, 25 Apr 2007 14:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-25T08:19:12.031-07:00</atom:updated><title>Crise Criativa</title><description>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Ri9u-N2be6I/AAAAAAAAAAs/m44cAh_IaEQ/s1600-h/53ftendencias3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5057382921709255586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Ri9u-N2be6I/AAAAAAAAAAs/m44cAh_IaEQ/s320/53ftendencias3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensei, pensei, pensei e concluí: não sei sobre o que escrever (e não quero deixar o blog às moscas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas sei sobre o que NÃO escrever:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Política: é chato;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Economia: juro que tenho me esforçado (ossos do ofício), mas continuo não entendendo direito.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assuntos muito segmentados: a exemplo do post passado, muita gente boiaria.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Meu trabalho: ah, vá!&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Educação: afff... sem comentários.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;A visita do Papa ao Brasil: idem.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os conflitos do Oriente Médio: não... POR FAVOR, não...&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Novidades da publicidade: tem milhões de blogs e sites a respeito.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma espécie de diário: REALMENTE sem comentarios.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;I guess I lost my gift. Pelo menos temporariamente. Mas vou procurar. Vai ser uma epopéia, mas eu vou achar.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-2076749386495015177?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/04/crise-criativa.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Ri9u-N2be6I/AAAAAAAAAAs/m44cAh_IaEQ/s72-c/53ftendencias3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-7176828662748797715</guid><pubDate>Sat, 14 Apr 2007 20:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-14T17:11:53.903-07:00</atom:updated><title>Como ser cara de pau e uma pessoa justa simultaneamente</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RiE1vJ5Te1I/AAAAAAAAAAk/GNbt_nLyEHo/s1600-h/israel-europa+161.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5053379341112802130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RiE1vJ5Te1I/AAAAAAAAAAk/GNbt_nLyEHo/s320/israel-europa+161.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um querido amigo meu foi morar em Israel com o intuito de se tornar um tsadik (um homem justo). Para manter os amigos treifs (os não tão justos assim) ou simplesmente os goym informados sobre suas aventuras pela terra santa, ele escreve um blog. Estava eu lendo um de seus textos, o &lt;a href="http://mauricismos.blogspot.com/2007/03/rastajew.html"&gt;RastaJew&lt;/a&gt; (a respeito do show do Idishe-padre-Marcelo-Rossi, o cantor Matsyahu), quando pensei: "quero ser como ele quando eu crescer". Então perguntei como ele consegue ser tão cara de pau. A resposta me pareceu no mínimo casher. Algo como "a gente começa cumprindo as mitzvot". Aí ele deu o exemplo mais tradicional de todos: ir de bicão em casamentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, estava conversando com uma amiga a respeito de um conhecido norte-americano que me perguntou se existia algum costume particularmente brasileiro para o Seder de Pessach. Eu respondi que não. Enganei-me. Essa minha amiga me lembrou: “filar uma bóia na casa dos rabinos”. Mais uma das atitudes parasitárias institucionalizadas pela religião. Resolvi pesquisar e elencar 10 maneiras de como ser cara de pau e tsadik ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Ir de bicão num casamento: é um grande mistavá alegrar a noiva (o) no dia do seu casamento. Você vai lá, canta, dança, bebe e ainda está sendo abençoado por isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Filar uma bóia sexta-feira na casa do teu rabino: se ninguém na tua casa cumpre shabat, você vai até a sinagoga, reza, faz kidush e janta na casa do rabino (e ainda aproveita para fazer um social com os amigos que foram lá cumprir a mesma mitzvá).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Tirar uma folga da vida na casa do teu rabino na sexta e no sábado: aí a mitzvá é maior ainda. Novamente, se tua família não cumpre shabat, você pode passá-lo todo na casa do rabino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Mais free-meal na casa do rabino, durante o Pessach.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Encher a cara nas festas open-bar (pero cashers) de Purim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Agitar aquele chato que dá em cima de você para aquela tua amiga meio chata: é a mitzvá de agitar um shidur! Vai que o empiastro é exatamente o número “da amiguinha querida”? Ah sim... troque os gêneros e a mitzvá também é válida para o sexo masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Dar um gato no trabalho, faculdade ou em qualquer responsabilidade do mundo não-judaico porque é dia do jejum de Yom Kipur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Comemorar ano novo duas vezes por ano: comemore o Rosh Hashaná em setembro e o revellion normal no dia 31 de dezembro. Serão duas mitzvot em uma: cumpre a miztvá de Rosh Hashaná e ainda a de ficar alegre (quase) o tempo todo, já que sempre rola balada no revellion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Causar com o prédio inteiro para montar um camping no térreo: para ter peito de fazer isso tem que ser muito tsadik mesmo! Assim se comemora Sucot. Deve ser muito divertido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Descolar uma “bolsa-auxílio” para assistir aulas sobre Torá e ainda atingir o grande objetivo: Free-trip to Israel. Afinal judeu que é judeu tem que peregrinar pela terra santa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se algum dos meus amigos tsadikim lembrarem de mais alguma coisa, falem, ok? Ficarei feliz em saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apropósito, esse top ten é a coisa &lt;strong&gt;mais&lt;/strong&gt; piolho existencial. Coitados dos rabinos que sofrerem com o existencialismo parasitário (neste caso quase literal) de uns e outros aí...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-7176828662748797715?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/04/como-ser-cara-de-pau-e-um-homem-justo.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RiE1vJ5Te1I/AAAAAAAAAAk/GNbt_nLyEHo/s72-c/israel-europa+161.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-6838822494963413186</guid><pubDate>Sat, 07 Apr 2007 15:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-08T11:42:20.729-07:00</atom:updated><title>Ela é MUITO mais indie que você</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RhfJk0RGw1I/AAAAAAAAAAc/ul24jryNv7Q/s1600-h/marie-antoinette-poster-2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5050727141462164306" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RhfJk0RGw1I/AAAAAAAAAAc/ul24jryNv7Q/s320/marie-antoinette-poster-2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rhe3q0RGw0I/AAAAAAAAAAU/3ZV1rBmEhLM/s1600-h/marie-antoinette-poster-2.jpg"&gt;&lt;/a&gt;A primeira vez que vi o cartaz de Maria Antonieta, meu primeiro pensamento foi algo como "fizeram um filme indie pra rainha!". Mas como estava meio atrasada para a aula, não me detive, apertei o passo e fui embora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br&gt;Alguns dias depois, vejo outro poster do mesmo filme no fotolog de uma amiga. No caption da imagem ela escreveu algo como "Que música é essa?! Não era pra ser um filme épico?!" e se eu não me engano, ela falva algo sobre uma música dos Strokes. Aí eu logo pensei: "definitivamente é um filme indie". No meu comentário, eu já profetizei: "deve até aparecer um allstar nos pés da rainha". E minha amiga me disse que sim: um allstar aparecia no filme. Ficaria pas-sa-da, se não estivesse esperando algo do gênero. &lt;/br&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem fui vê-lo (o filme inteiro, não só o allstar). Estava esperando um filme bem divertido, afinal é um Sofia Coppola. E minhas expectativas foram atingidas. A rainha era mais indie que você (e esse "você" vale para qualquer ser humano do universo). Ela tinha amigos mais descoladinhos que os seus e também era mais rica e tavez tão alienada quanto você (mas nada de ficar se achando, viu?). No século XVIII, ela já tinha um closed cheio de sapatos super hypes e um Allstar. Ela também tinha roupas que ganharam Oscar de melhor figurino, bebia muito champgne francês, vinho, comia muitos doces engordativos e ainda assim permanecia mais bonita que você (e esse "você" também é geral): parecia um pin-up com corpo de top-model de passarela. Na balada, ela dançava Le Tigre (não tenho certeza, mas acho que era) entras bandas moderninhas. Ela teve um affair com um capitão suiço mais bonito que teu namorado (a) e teve Strokes de trilha sonora.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E o melhor de tudo: ela foi imortalizada pela tirada mais clever e mais politicamente incorreta dos últimos séculos: "Se eles não têm pão, que comam brioches". É equivalente a perguntar a um mendigo que te peça esmola na rua se ele aceita Visa Electron (e meus amigos me acham maldosa... tsc tsc tsc). Algum sans-culotte teria essa idéia? I don't think so. Eles não são tão espertinhos. Nem os daquela época, nem seus equivalentes do século XXI. E pode tentar guilhotinar, quebrar o palácio e derrubar a Bastilha: essa realidade nunca será mudada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme me pareceu bem irônico. Tudo ali parecia uma brincadeirinha com a juventude alternativa dos circuitos allstar all arround the world. Sofia Coppola pode, Sofia Coppola faz. E faz com estilo: numa reprodução impecável de Versalles, ganhando Oscar de melhor figurino (K.K. Barret, a "prodution designer" do filme é conceituadíssima e já levou outros Academy awards para casa), contratando o meeega hype Manolo Blahnik para fazer os sapatos, botando a Kristen Dunst para ser a rainha, ainda sendo nepotista (o assistente de fotografia é irmão da diretora) e tendo um resultado incrível. A Sofia Coppola também é mais indie que você. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não vejo motivo para certos (cri)críticos esculaxarem esse filme. Sim, ele é um programa de shopping, mas é para um shopping hypado. Desses Frei Canecas da vida, onde os freqüentadores são mais moderninhos, cultos, legais, descoladinhos e andam uniformizados com tênis Converse e roupas de marcas tipo Diesel ou a Ellus. Enfim... todo mundo cheio de independencia e autoconfiança.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-6838822494963413186?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/04/ela-muito-mais-indie-que-voc.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/RhfJk0RGw1I/AAAAAAAAAAc/ul24jryNv7Q/s72-c/marie-antoinette-poster-2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-1430154447472164090</guid><pubDate>Sun, 01 Apr 2007 23:55:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-04-01T17:10:34.238-07:00</atom:updated><title>Surdez</title><description>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" unselectable="on" width="100%"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;strong&gt;Eu&lt;/strong&gt; (cantando): "Sou um vento norte-americano forte, com um brinco de ouro na oreeeelha"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha irmã:&lt;/strong&gt; Oxe, bicha doida! É "negro", e não "vento".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Não é! É vento!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha irmã:&lt;/strong&gt; Mas é teimosa... põe o cd e ouve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a música começa. A letra diz (Sr. Google garantiu):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Eu sou o preto norte-americano forte com um brinco de ouro na orelha" &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha irmã:&lt;/strong&gt; Tá vendo?!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu:&lt;/strong&gt; Tô. É "vento"&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Minha irmã:&lt;/strong&gt; Mas é teimosa... é "NEGRO".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sr. Google me fez concluir que eu e minha irmã estamos meio surdas.&lt;br /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-1430154447472164090?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/04/surdez.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-2199004497785050882</guid><pubDate>Sun, 25 Mar 2007 16:35:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-29T06:03:16.559-07:00</atom:updated><title>Sobre o Grão de Bico</title><description>&lt;blockquote id="b014002"&gt;&lt;blockquote id="ded8bbe2"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Especialistas em agrobusiness deram para falar que o futuro da economia está na soja. Bobinhos. Eu falo: o futuro não está na soja, mas no grão de bico. É tudo uma questão de tempo. Até porque a moderníssima tecnologia em genética vegetal ainda pode turbinar essa comidinha tão gostosa e que (pasme!) proporciona uma grande sensação de bem-estar. É... os entusiastas da culinária do Oriente Médio já sabiam que depois de um belo sanduíche de falafel e algumas pitas com homus todo mundo fica rindo a toa. Muito inocentes, eles sempre acham que comeram demais e estão meio "bêbados por excesso de comida". Não é nada disso: grão de bico (e sobretudo o homus) dá baratinho mesmo. É científico! &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;A equipe do Dr. Zohar Keren, especialista em alimentação e do botânico Simja Lev Idon, chefe do curso de botânica da Universidade de Jerusalém garantiu que é verdade! Eles comprovaram que o grão de bico contém um aminoácido conhecido como triptofeno que, em grandes quantidades, é capaz de produzir serotonida. É aí que mora a felicidade: esse tal aminoácido e a famosa serotonina são os ingredientes básicos do Prozac. É daí que vem a sensação de calma e felicidade que os adoradores do falafel com tahina e pita com homus sempre sentem. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Agora uma boa notícia para as boas moças casamenteiras e loucas por crianças: um bom prato de homus contribui para a ovulação e assim facilita a gravidez! Assim disse o dr. Abi Gofer, arqueólogo (!!!!!!!!) que fez parte da pesquisa. Então já dá para pôr aquele Santo Antônio na sua posição normal, jogar fora o cartãozinho de Santo Expedito, dispensar a brachá do rabino e o banho na mikve com a rabanit, bem como desmarcar aquele médico. É só correr para o restaurante árabe mais próximo e enfiar o pé na jaca. Um dia ainda vão inventar um pró-concepcional com insumo baseado no grão de bico. I tell you this. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Mas voltemos ao futuro da economia mundial. O grão de bico gera milhões de dólares nos países onde é largamente consumido. E, dizem as más línguas, que a espécie cultivada possui mais serotonina que a selvagem. Fantástico, não? A solução para os problemas do grandes produtores mundiais de commodities está na sugestão do professor Gofer: turbinar o grão de bico com mais serotonina. Aumentaria as vendas em bilhões. Quiçá isso poderia até ser a solução dos dependentes de anti-depressivos e drogas em geral, não? Ah sim... e o tal pró-concepcional que eu imaginei também movimentaria bastante dinheiro para a indústria farmacêutica. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Talvez resida no grão de bico até mesmo a solução para os problemas políticos do Oriente Médio. Afinal... gente nervosinha esses árabes e esses israelenses, não?! Deve ser tudo culpa da assimilação. O pessoal quer adotar um american-or-european way of life e assim abandona o consumo de comidinha tão gostosa e tradicional como o homus, receita que figura no cardápio regional há mais de 10 mil anos. Antigo, não? &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-2199004497785050882?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/03/sobre-o-gro-de-bico.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-1035059313488340666.post-1310311609530474882</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2007 13:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2007-03-17T17:41:26.360-07:00</atom:updated><title>Noite na Taverna</title><description>&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rfv-w2bwR1I/AAAAAAAAAAM/3s38cz7u3Pw/s1600-h/flores.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5042904322970502994" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rfv-w2bwR1I/AAAAAAAAAAM/3s38cz7u3Pw/s320/flores.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rfv-w2bwR1I/AAAAAAAAAAM/3s38cz7u3Pw/s1600-h/flores.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;blockquote id="e860bc27"&gt;&lt;blockquote id="47f3cdd2"&gt;&lt;table id="HB_Mail_Container" height="100%" cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%" border="0" unselectable="on"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr height="100%" width="100%" unselectable="on"&gt;&lt;td id="HB_Focus_Element" valign="top" width="100%" background="" height="250" unselectable="off"&gt;&lt;p align="justify"&gt;Quinta feira, fim de horário comercial. Quem sai da labuta para um happy hour costuma fazê-lo no bar mais próximo do local de trabalho. Little Lilium resolve apenas fazer uma social com uns amigos de fora do trabalho. Sem a mínima vontade de enfrentar o trânsito paulistano, ela resolve peregrinar por 1:30h para descobrir que aquele dia, ninguém estaria no lugar onde todos sempre estão. De qualquer modo, ela resolve não perder a viagem e liga para uma amiga. Eis que as duas flores mais rosas do meu jardim vão para um desses bares da Maria Antonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cervejas, batatas fritas e cigarros. Um menininho que aparentava uns 12 anos aborda as duas damas na mesa do boteco:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menino:&lt;/strong&gt; Ô... me vê um cigarro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flower Power:&lt;/strong&gt; Você não é muito novo para fumar, não? Quantos anos você tem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menino:&lt;/strong&gt; Eu tenho 15. Dá um cigarro aê...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flower Power: &lt;/strong&gt;Eu dou. Mas presta atenção: você é muito novo pra tá por aqui fumando...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Menino:&lt;/strong&gt; Firmeza... Eu tô sempre aí... Depois nós se encontra pra tomar uma brja, se conhecer melhor, dar um tiro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O menino já estava preparando todo seu galanteio de moleque-quase-de-rua-chegando-na-puberdade quando o garçom irritado veio expulsá-lo de lá. Ele alegava que aquele moleque sempre abordava as meninas mckenzistas para pedir cigarro. Interessante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o incidente com o menino, flores voltam à pauta mais recorrente neste quente e lento verão paulistano: as patifarias de suas vidas (todos os âmbitos possíveis e imagináveis). E quando o assunto chega no mais recente affair de Flower Power, eis que surge um novo personagem: a versão hippie do Jeremias. Sim: o Jeremias do "se eu pudesse eu matarra mil". Com sotaque meio pernambucano, inclusive. Ele parou para mostrar os brincos que estava vendendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flower Power: &lt;/strong&gt;Moço, tão lindos, os brincos... mas essas coisas de hippie me lembram meu ex... aí eu fico triste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hippie:&lt;/strong&gt; Como é que um cara pode deixar duas moças tão bonitas triste?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Little Lilium:&lt;/strong&gt; Não, moço. O ex é só dela. Eu já falei: ela tem que desencanar, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hippie:&lt;/strong&gt; Olha, eu acho que se ele sacaneou, ele tem é que levar no couro. Se foi briguinha, aí deixa quieto. Mas se foi sacanagem mesmo, tem é que levar lapada, que aí ele toma jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Flower Power:&lt;/strong&gt; Não! Eu sou contra isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hippie:&lt;/strong&gt; Eu também sou da paz... mas se o cara sacaneia, tem é que levar uma facada de pexera. Aí ele toma tento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Little Lilium:&lt;/strong&gt; Pois é, Flor... enfia a peixeira no buxo de R-Ponto. Hahaha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hippie:&lt;/strong&gt; Mas é verdade... Mas olha, moça... desculpa... eu não queria te deixar triste... só tô fazendo meu trabalho... mas já sabe: qualquer coisa, dá lapada no safado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o Hippie se despediu das meninas. É... realmente "é o cão que bota nós pra beber". Mesmo assim elas continuariam bebendo e conversando, se um tiozinho balzacão não sentasse na mesa e puxasse a versão boteco-de-porta-de-faculdade-para-papo-de-balada. Little Lilium olha para Flower Power sem entender muito bem o que estava acontecendo. E sem paciência, Flower Power pergunta objetivamente "Pra que você sentou aqui?". Tiozinho fica sem graça e diz que achou Little Lilium muito bonita e queria conhecê-la:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Little Lilium:&lt;/strong&gt; Ah, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tiozinho:&lt;/strong&gt; Podemos conversar por enquanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Little Lilium&lt;/strong&gt; (gargalhando)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; Não, obrigada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Tiozinho foi embora. Mas as flores mais rosas do meu jardim não ficariam sozinhas por muito tempo. Dessa vez foram dois simpaticos mackenzistas que sentaram à mesa com elas. Tudo correu muito bem a partir daí. Depois que Flower Power e um dos referidos meninos foram embora, Little Lilium encontrou um amigo da escola. Ficaram conversando, ganharam uma cerveja de brinde (o garçom realmente deve ter ido com as caras dos jovenzinhos), relembraram tempos de escola, discutiram até sobre técnicas de defesa pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando o cansaço bateu realmente forte e Little Lilium resolveu voltar para sua casa, ela encontrou outra amiga de escola que não via há muito tempo. E elas foram embora... mais uma vez peregrinando, da consolação até o comecinho da Paulista, lá no Paraíso (e isso não uma alusão àquela piada velha. Foi só uma referência geográfica). Relembrando tempos de ensino médio, pessoas e até cantando aos berros a saudosa versão dos alunos para o tradicional hino da escola: "Do Dante Alighieri sairão os mais valorosos pipoqueiros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da noite, já deitada em sua caminha, Little Lilium pensava naquela bela música da Regina Spektor, cujo final parece música judaica. Muito a calhar. Mesmo assim, ela dormiu.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr unselectable="on" hb_tag="1"&gt;&lt;td style="FONT-SIZE: 1pt" height="1" unselectable="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="hotbar_promo"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1035059313488340666-1310311609530474882?l=piolhoexistencial.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://piolhoexistencial.blogspot.com/2007/03/noite-na-taverna.html</link><author>noreply@blogger.com (Scabin)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Ao-pVr1IybU/Rfv-w2bwR1I/AAAAAAAAAAM/3s38cz7u3Pw/s72-c/flores.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></item></channel></rss>