terça-feira, 27 de outubro de 2009

Conversa de MSN

Carlos diz:
tá sol aí hj?

Carlas diz:
não. tá tendo um tufão. não sei oq eu to fazendo na frente do computador.

Carlos diz:
é, aqui nevou 40 cm, nao consigo sair de casa, é por isso que estou no msn

Carlas diz:
poxa! q tédio. Mas deixa eu ir lá. O teto tá desabando. Vou ficar numa posição bacana pros bombeiros me acharem. Com sorte eu apareço no Fantástico.

Carlos diz:
boa sorte, então. bjo

Carlas diz:
vlw. bjs

domingo, 31 de agosto de 2008

Serviços Personalizados

É a grande discussão dos inteligentes descoladinhos: já inventaram nomes em inglês para toda sorte de serviços personalizados. De personal stylist a personal friend, já dispomos de tudo por aqui. Aliás, um cara que anda suscitando muita discussão é o Toni Sá.

Quando você olha o site do sujeito, você logo vê que ele deve também deve fazer bico de personal web designer, mas isso não vem ao caso. A grande questão é que, como personal friend, Toni Sá daria um excelente personal grandpa. Pelo menos é a impressão que se tem depois de ler a coluna Badulaque, da TPM do mês passado.

Aí, amiguinhos empreendedores, podemos enxergar um novo nicho de mercado. Pessoas que precisam e estão dispostas a pagar por amiguinhos divertidos, que não reclamem de cigarro, café e nem te ajudem a vestir o casaco. Fica a dica: criar um serviço de personal gang: alugue não apenas um amigo, mas uma galera inteira. Os serviços de personal gang pode contar com uma série de serviços especiais.

1. Personal social rehab: esse é para os deslocados que não conseguem entrar para nenhum grupo. Podemos ensinar o sujeito a se vestir, pegar mina (ou caras bonitinhos) na balada, tomar um porre sem ficar de ressaca no dia seguinte, parecer inteligente, divertido e se tornar interessante. Isso tudo sem apelar para bebida em excesso, craque, cocaína ou qualquer coisa que a Amy Winehouse use (o termo rehab não se relaciona com o hit dela).

2. Personal smart friends: esse é para quem é nerd e não tem com quem discutir as diferentes relações de poder de senhor e escravos que Nietzche descreve com destreza magistral. Os tópicos, filósofos ou antropólogos a serem discutidos ficam à escolha do contratante. Montamos grupos de estudos e ainda fazemos você ver o quanto aquele fulano que você detesta vive dentro de uma lógica patriarcal completamente ultrapassada.

3. Personal drunk friends: um grupo de amigos que enchem a cara, ficam engraçadíssimos, divertidíssimos e pedem para dormir no sofá da tua casa. A limpeza de toda a bagunça e vômito estão inclusas no pacote.

4. Personal ride: um galera com uma pessoa que não bebe. Assim todo mundo enche a cara e sobra alguem para dar carona para todo mundo. OBS: o carro, estacionamento e combustível ficam sob responsabilidade do contratante. Para usufruir de carona terceirizada, é cobrada taxa adicional.

5. Personal bitches: é um serviço destinado àquelas pessoas que têm a auto-estima diretamente proporcional à inferiorização alheia. Formamos um grupo de amigos prontos para espezinhar e assediar moralmente quem você quiser.

OBS: como já diria o mestre Toni Sá, nenhum dos serviços tem cunho sexual. A diferença é que, precisando, a gente até contata uma dessas moças que colam adesivinho nos orelhões da rua... mas tem taxa por essa ligação, hein...

sábado, 26 de abril de 2008

Falando Braile

Se o internauta é cego, como é que ele vai saber onde clicar?

Uma capciosa pergunta filosófica (de boteco, claro): “como descrever o azul para um cego”? Transponha a pergunta para pornografia e a filosofia de boteco imediatamente torna-se um esculacho de botequeiro bêbado. Certo? Errado. E quem falar o contrário, não tem visão de mercado.

O site americano Porn for the blind levou a questão a cabo. Nele, voluntários fazem a boa ação (e interprete esse “boa” como bem quiser) de descrever cenas de sexo explícito de sites pornôs para cegos.

A descrição é completa: detalhes sobre os personagens, cenários e, como não poderia deixar de ser, CORES.

Outra curiosidade a respeito do site é que boa parte dos narradores são pessoas comuns que, segundo um dos fundadores do site, “querem contribuir com uma diferença positiva no mundo”. Quanto altruísmo, não? E o site é um domínio .org! Praticamente uma ONG, uma entidade sem fins lucrativos. Como é que nosso governo (que tem uma das legislações mais bem construídas, no que diz respeito a portadores de deficiências) não tinha pensado nisso? Isso sim é acessabilidade e democracia no acesso à internet.

Mas será que esse site é realmente acessível a seu target? Será que a navegação é fácil? Como o cego vai saber onde clicar? E quando saberá ao menos que a página já carregou? Acho que falta visão nessa história toda. E talvez brincar mais de gato mia.

sábado, 12 de janeiro de 2008

Um release do Reveillon

Uma cidade que respira groove, expira samba e, em suas ilhas tem uma atmosfera muito folk. Meu reveillon foi meio surreal, no Rio de Janeiro. Como eu só fiquei na Barra, todos disseram que eu não conheci o Rio de verdade. Mas tudo bem... só lamento não ter conhecido o Rio-Centro, o lugar onde, historicamente, as coisas explodem! BOOM!

Ao chegar na cidade maravilhosa, já me deparo com uma moça meio desvairada: reclamava que a empresa de ônibus perdera suas malas e que a polícia supostamente batera nela (os policiais davam sorrizinhos galhofentos quando ela falava isso... o que isso quer dizer, eu não sei).

Imagina se tivesse acontecido com ela como aconteceu comigo há uns dois anos? Pobre mulher: depois de 12h de vôo, de pegar o metrô e estar presente na hora do furto que levou embora todos os documentos de uma amiga, outras 4h de passeio sob um sol escaldante (essa parte de fato foi legal), ver o sol se por só as 21:30, presenciar uma greve, uma briga no aeroporto, pernoitar num hotel com corredores iguais ao da clássica cena do Iluminado ("Come play with us"), ter pego mais 13h de vôo e por fim, ao chegar no destino, descobrir que as malas tinham ido para o México tomar tequila (isso comunicado por uma moça com aquele jeito ríspido que faz os mais sensíveis se ofenderem profundamente) sem convidar ninguém! Só faltou a parte do apanhar. Mas isso aconteceria se eu não tivesse saido correndo da muvuca e da pancadaria no balcão da Iberia quando ela era ainda embrionária.

Mas voltemos ao Rio. Ao pegar o ônibus da rodoviária até a Barra, eu atravessei a cidade. Bairros antigos, com uma cara super setentista, placas com "conforto" escrito com acento circunflexo no "o", praças, os negros mais bonitos e mais escuros que eu vira até então, o Cristo bem longe, as mansões cinematográficas com um aspecto de filme de terror no Alto da Boa Vista, macumbas na rua das mansões...

Já na Barra, a balsa que me levaria à ilha onde ficava a casa onde estive hospedada já me deixou meio encantada. A ilha então causou muito impacto: parecia uma comunidade alternativa fechada. Algo meio "age of aquarious". Encantador. Eu poderia esperar um Bob Dylan tupiniquim com seu violão passeando e cantando pelas ruas super-estreitas da ilha.

A casa onde me hospedei era tudo de fashion: tinha uma espécie de quadro que simulava uma fachada de igreja com Barbies decapitadas e vestidas com vestidos típicos do SPFW. Adorei com aquilo. Fora a loja em que a dona da casa trabalhava, numa galeria descoladinha de Ipanema. Com algumas criações dela mesma, as estampas e os modelos arrasavam. Só não comprei muito porque era meio caro. Fazer o que, né?

Aliás, Ipanema era muito groove: lojas legais, restaurante vegie com uma mulher obscecada por sal (e que gritava isso para que todos ouvissem), gringos, Barbies e Kens, habitantes locais...

O sol carioca era escaldante, a praia estava cheia e tinha até show de blues com uma banda de tiozinhos. Fantastico. A noite, de volta para a ilha, dois filmes: Machuca e Greenhouse. O primeiro foi lindo, o segundo... bom... o segundo era Tarantino em sua pior fase. Mas a fotografia e a trilha sonora até salvavam o filme.

Um adendo: dormir e acordar com uma pessoa encantadora e apaixonante ao seu lado é realmente... encantador.

Reveillon na Barra. Não estava tão lotado quanto eu esperava. Vinho, praia, beijos, abraços e música eletronica. Só foi estranho porque não teve contagem regressiva para a virada, mas para mim estava tudo tão bom que eu só pensei nisso no dia seguinte.

No dia seguinte, mais praia, os melhores sucos que eu já tomei, sorvete (com caldas a R$ 1,20), shopping que parecia um complexo de lojas de rua e que tinha até universidade (para quem tiver a fim de comprar um diploma, né?), balsa, ilha...

O feriadão de reveillon passou rápido, rendeu fotos lindas, uma marca de biquini (mas eu continuo branquinha), boas impressões, sensações... e vontade de, mais de duas semanas depois, escrever um texto com um fim piegas desses!

domingo, 14 de outubro de 2007

Sobre a distração, o racismo e os xiliques


A Flor é uma menina, no mínimo, muito medrosa. Tão medrosa que uma vez, quando um moço tentou assaltá-la, ela ficou amedrontada que o assaltante teve pena e a deixou ficar com sua carteira. Inclusive, de tão assustada que ficou, a menina tropeçou nas próprias pernas, caiu e estragou o sapatinho novo super bonito que ganhara de sua mãe. O assaltante, mais uma vez compadecido, a ajudou a levantar e perguntou se ela estava bem. Rapazinho muito gentil, eu diria.

Enfim, Flor é o que se pode chamar de "presa fácil" para as pessoas que têm o assalto por profissão . Sobretudo quando ela resolve perambular sozinha a caminho de um show na Augusta.
Flor estava feliz e serelepe caminhando pelas calçadas da Paulista quando vê o relógio e constata que estava atrasada. Aperta o passo e nem vê quando esbarra em um moleque de rua; um serzinho pequeno e mirrado que era, talvez, pouca coisa maior que sua perna.

Flor: Desculpa.

Trombadinha: Ae, loira branquela, vai se fuder, mano!

Ela mal escutou, apenas fechou a cara olhou para o relógio em cima do Conjunto Nacional e desviou do menino. Algo de irritação já se delineia no coraçãozinho de Flor: se existe algo que causa embrulho em seu estomago é esse peculiar sotaque-mano-brown.

O trombadinha desvia junto e bloqueia a passagem da minha amiguinha.

Trombadinha: É contigo mesmo, tá ligada? Vai encarar, mano?! Vai encarar?!

Flor: Não. Não vou encarar.

Ela ergue a mão e empurra o menino para o lado, liberando caminho. Mal percebeu que tinha praticamente derrubado o moleque. Flor tentou seguir caminho: estava realmente apressada. Mas ela foi novamente abordada pelo moleque, que a puxou pelo casaco.

Trombadinha: Ae, vagabunda, te fudeu! Me dá teu celular!

Flor: Não!

Trombadinha: Anda, me dá!

Flor (já irritada): Já falei que eu não vou te dar celular nenhum.

Agora o menino puxou a bolsa. Ele deve ter descoberto o botão de auto-destruição em Flor. Ela o segurou pelo braço, pegou sua bolsa de volta e, ao colocá-la novamente sobre os ombros, desvenciliou-se do trombadinha.

Trombadinha (puxando a bolsa novamente): Me dá a bolsa, féla da puta!!

Flor (berrando): Larga!! Já falei que eu não vou te dar nada!! Some, moleque! Eu tô atrasada!

E eis que ela, nesse espasmo de fúria arremessou o menino no chão. Infelizmente ele agarrou a perna de nossa amiga, que perdeu o equilíbrio e caiu de cara no chão. Nesse momento, ela pareceu acordar de uma espécie de sonho-de-um-dia-de-fúria. Em um segundo pensou no que acontecera e não sabia se deveria ter medo, do que deveria ter medo, se deveria sentir-se angustiada ou chorar, desabafando assim o imenso desconforto causado pela sensação de vulnerabilidade que sentiu naquele momento. Ficou uns poucos segundos parada, deitada no chão abraçada em sua bolsa e sequer viu quando um grupo de indies da Paulista fez o tal trombadinha sumir, como ela queria. Levantou e sua primeira reação foi, por algum motivo, ver se a bolsa, a calça e o casaco não tinham se estragado. E saiu andando a passos largos. O grupo de indies se precipitou atras dela e se aproximou para perguntar se estava tudo bem.

Flor: Fora o fato de que tentaram me assaltar agora, tudo bem sim. Brigada.

Um casal simpático, desses que correram para assustar o trombadinha foi acompanhando nossa amiga até o local do show. Lá ela não soube como agradecê-los. Limitou-se a fazê-los entrar de cara, junto com suas amigas que a esperavam praticamente na porta da balada.
No show ela cantou, daçou até o chão, pulou, gritou e se alegrou como se nada tivesse acontecido. Uma pena que no dia seguinte era ela quem estava estragada, não apenas o sapato, como aconteceu no primeiro assalto.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Sissi, die Diva Kaiserin

No meio dos DVDs de minha casa, eu e minha amiga Bí encontramos uma pérola do cinema alemão da década de 50: o box da trilogia da Sissi.

- Do que se tratam esses filmes?

- É sobre uma princesinha bonita e legal que tinha uma irmã também bonita e legal que ia casar com um príncipe bonito e legal. Porém antes do noivado, Sissi e o príncipe se apaixonam. Então ele resolve casar com a Sissi e dar um fora na irmã mais velha dela. Isso é o primeiro filme...

- Aí rola barraco entre as irmãs?

- Não! A irmã da Sissi muito legal. Ela compreende e dá seu aval pra irmã ser feliz para sempre com o príncipe. É todo mundo muito bonito e legal, nesse filme.

- E os outros dois?

- O terceiro eu não vi. Mas no segundo eu sei que rolam problemas de relacionamento com a rainha, que é bonita mas não é tão legal assim. Não consegui ver inteiro.

- Hahahahaha... quero ver!

Postulei: a trilogia sobre a rainha do império austro-húngaro é tão densa que faz conto de fadas da Disney parecer filme de terror. E minha teoria foi confirmada depois de finalmente ver os três filmes.

Sissi era uma imperatriz absurdamente poderosa. Mesmo de salto e espartilho, ela fazia o que muito marmanjo não consegue. Ela cavalgava em alta velocidade (saltando obstáculos) com as duas pernas para o lado, escalava montanhas, caçava e pulava janelas de castelos sem perder a classe nem amarrotar as vestes, sempre luxuosas. Fora que era capaz de aprender uma língua como húngaro no intervalo de uma cena. Um gênio, a moça. Entretanto, o mais impressionante de tudo sua habilidade em resolver problemas polítoco-diplomáticos do império.

Guerras, rebeliões, antigas rixas diplomáticas: Sissi resolvia. Como? Com uma simples dança em algum baile, um sorriso, estendendo sua mãozinha para receber um beijo do senhor da guerra em questão. Quando o impasse era muito complicado, ela chamava o rebelado para uma conversa particular. Após alguns minutos e algumas palavrinhas dóceis proferidas com aquela vozinha angelical, tudo estava resolvido. A Hungria queria sua emancipação, guerra e rebelião. Mas bastou Sissi aparecer que todas as rixas sumiram e a Hungria tornou-se um reino amigo da Áustria.

Ademais o povo amava Sissi. Ela causava mais frenesi na Áustria do século XIX que os Beatles na Inglaterra dos anos 60. Se ela desfilava pelas ruas ou viajava pelo seu império, o povo se alvoroçava, subia em árvores, corria e se acotovelava para vê-la.

Sissi era uma diva! Todo homem do alto escalão político-militar que a via, se apaixonava imediatamente. O imperador fazia todas as suas vontades e era, por ela, um incorrigível romantico. Sissi era a personificação da sedução. E com seu jeito, hora imperioso e recatado, hora espontâneo e impetuoso, ela mantinha sobre si algo misterioso. Essa aura cai muito bem para uma imperatriz e caracteriza uma diva.

Mas apesar de todo o ar famme fatale, Sissi era uma adolescente de 16 anos. Ela vivia na balada, entornava litros de cerveja na mesa do jantar (quebrando assim todo o protocolo real), fazia compras o tempo todo, usava penteados, roupas e jóias exuberantes, ganhava diariamente muitos presentes luxuosos de seu apaixonado marido e ainda assim era amada pelo povo. Por que será que não deu certo com a Maria Antonieta de Sofia Coppola? Acho que foi culpa do AllStar: os jacobinos não eram tão moderninhos quanto a rainha francesa. Os húngaros, em compensação, eram super fashion e glamurosos, assim como a princesinha da Bavária que se tornou imperatriz. Os casacos felpudos pendurados em um dos ombros que o digam. Simplesmente UM LUXO.

terça-feira, 10 de julho de 2007

- Gabi, vamos pro Conexión Caribe?

- Pra onde?! Conection Caribe?

- Não: conexión. É em espanhol. Balada de salsa. É fantastico, lá!

- Vamos. Mas eu não sei dançar...

- Ah, é sussa... lá tem professores que te ensinam a dançar.

- Você dança?

- Eu engano. Minha irmã dança.

- Ela vai?

- Vai. Vão ela e um amigo dela.


E assim fomos ao Conexión. Chegamos cedíssimo e no estacionamento, lebrei que não tinha dinheiro. É um problema pois o "Cô" (os mais íntimos chamam assim) só aceita dinheiro em espécie. Fomos até o posto de gasolina e sacamos dinheiro.


Chegando lá, aviso que é o mês de aniversário. Oba! Entrada e uma caipirinha for free. A discussão da Gabi com o tio da comanda merece mensão:


- Devia aceitar cartão aqui...

- Pero hay que cuidar el bolso del cliente!

- Mas não é melhor pra vocês que a gente gaste?


(Pausa para risadas gerais...)


- Gastando poco, vocês voltam mais.

- Hm... é verdade... mesmo assim! Devia ter cartão...


Entramos. Começamos a beber, comemos tacos e eu tentava explicar para a Gabi a diferença entre salsa e merengue. Chegou o amigo da minha irmã. Engraçadíssimo. Quando a pista começou a encher, ele se virou e saiu dançando com todo mundo. Mesmo sem ter a mínima idéia de como se dança salsa ou merengue.


Em dado momento, fui ao banheiro com a Gabi. Estava tentando ensiná-la a dançar salsa. E ela estava se saindo super bem até que uma moça dessas habitues da casa entrou e intimidou minha amiga. Mas não fez mal: pouco depois ela e o amigo da minha irmã rodopiavam pela pista empolgadíssimos, sem se importar nem um pouquinho com fato de dançarem certo ou não. Posteriormente, eu fui dançar com o rapaz. No meio da dança, batemos os joelhos. Pouco depois, a testa. Depois narizes... e por aí foi.


- Menina, vou sair da balada todo estropiado!


E a noite transcorreu assim... divertidíssima. Sem muitos eventos exóticos mas definitivamente boa como apenas uma noite no "Cô" consegue ser. Afinal, não é a toa que esse lugar é o clubinho secreto de todo mundo que curte música latina. Sim: todo mundo já foi mas ninguém comenta muito. Talvez porque não seja lá muito fancy. Talvez pelos frequentadores muy bolivianos (meu patrícios. Dá licença?!)... vai saber?